03 janeiro, 2013

Um dos dias mais negros da EDP


A luta pela aplicação do ACT/Trabalho Suplementar

As razões e evoluções do processo de luta em curso contra a adopção da EDP do Código do Trabalho, da qual resultaram autênticos roubos aos nossos rendimentos do trabalho, com particular incidência no pagamento do trabalho suplementar e na abolição quase total do descanso compensatório, são sobejamente conhecidas de todos.

Assim, a luta desenvolvida tem por base, tão simplesmente, a exigência do cumprimento do Acordo Colectivo de Trabalho (ACT), livremente negociado entre as partes.

A greve marcada para o período de 15 de Dezembro de 2012 a 3 de Janeiro de 2013 veio demonstrar que os níveis de responsabilidade estão substancialmente afastados, pois a EDP, nomeadamente no caso da Distribuição, teve em todo o processo que decorreu em sede de Ministério um comportamento inqualificável, pautando-se pela afronta e agressividade gratuitas, mas sempre com fuga a ter de o fazer formalmente, incluindo na sua posição sobre os serviços mínimos.

No entanto, numa atitude que, essa sim, atesta responsabilidade, a Fiequimetal veio a considerar como positiva e um passo na resolução da situação, a proposta da EDP de uma reunião, a concretizar hoje, no sentido de serem encontradas bases de entendimento, aliás nem outro sentido faria a sua convocação. A Greve foi, então, suspensa numa demonstração de que não privilegiamos o conflito e que existia espaço para o diálogo. A EDP ficou ciente da responsabilidade da sua atitude e aguardámos com a serenidade – própria de quem está nas situações de forma séria e responsável - os resultados.
Triste e “rasteirinho”…
Mas, numa demonstração inequívoca de que vale tudo e que os lucros mandam mais alto – e parece que a todo o custo – a EDP apresentou-se na “reunião” como “deus a mandou ao mundo”. Sem palavras e, principalmente sem actos, a empresa deu por não dito o que se tinha comprometido e voltou a insistir na estafada e incongruente posição da imperatividade da Lei, sempre assente nos seus pareceres. Regiamente pagos, quase de certeza.

Numa posição que ultrapassa tudo, a EDP afirma não reconhecer competência à Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) para se pronunciar sobre a matéria (claro que se lhe fosse favorável já a tinha emoldurado e incluído nalgum projecto “excelência”), pelo menos para que tenha de ser considerada mais válida do que os pareceres que encomendou, onde os custos já não teriam sido problema.

Esta posição da empresa, sem precedentes, é um profundo golpe na relação entre trabalhadores e EDP, pois introduz, de forma muito significativa, a dúvida para o futuro na palavra e compromissos que assume.

Mais, num quadro de revisão do Acordo de Empresa (ACT) onde em muitas matérias a intenção é retirar direitos, sai claramente reforçada a nossa preocupação quanto ao que a empresa tem procurado fazer passar, em “sessões de esclarecimento” de tudo ser para negociar e que não há uma visão de ataque aos direitos. Se dúvidas existissem, caiu a máscara.

De facto, somos diferentes…
Os trabalhadores que têm tido uma postura irrepreensível - onde a responsabilidade e profissionalismo contrasta com atitudes de desespero e, muitas vezes, com a procura de amordaçar, com recurso à intimidação, a justa voz da razão - saem deste processo com a sua posição totalmente reforçada. Tudo se tentou, mas a empresa continua apenas a olhar para o seu umbigo, mesmo sabendo que está a explorar indecentemente quem trabalha.

Agora, vamos tratar da resposta. Firme, alargada e agravada. Reuniões nos locais de trabalho vão analisar e decidir sobre as proposta de luta a concretizar no mais curto espaço de tempo.

Como sempre temos dito, esta é uma luta pela dignidade de quem trabalha. Hoje, muito mais isso se coloca, pois à nossa boa-fé e diálogo respondeu a EDP com o recurso a todos os meios, incluindo o não assumir dos seus compromissos. É confrangedora a cobertura ao governo e às suas medidas de agravamento das condições de vida e de trabalho dos portugueses, onde os trabalhadores da EDP se incluem. Infelizmente esta não é a EDP que nos procuram “vender”, mas sim um sucedâneo de muita má qualidade.

Os trabalhadores saberão dar a resposta a quem com eles procede desta forma tão “rasteirinha”. De facto, quando se diz que os “recursos humanos são a maior riqueza” e se trata a “fortuna” a pontapé está tudo dito!

Lisboa, 3 de Janeiro de 2013

A FIEQUIMETAL

GALP condiciona a Actividade da Comissão de Trabalhadores


26 dezembro, 2012

A Luta Continua. GREVE nos regimes de turnos -FERIADOS

Os trabalhadores afectos aos regimes de turnos continuam em luta pela reposição dos valores instituídos em ACT para o trabalho em dia feriado.
Na EDP, salvo raras excepções, os trabalhadores continuam firmes na sua luta. Equipas D e F em turnos no dia de Natal, mantiveram o firme propósito.
O Sindicato terá mais força se Todos os trabalhadores envolvidos agirem como um todo.
A próxima luta está já aí no dia 1 de Janeiro.

Entretanto, a EDP convocou o Sindicato para uma reunião a realizar no dia 3 de Janeiro, onde serão abordadas todas as questões que estão na origem dos pre-avisos de greve.

Prepararemos a reunião no próximo dia 28 na sede do SIESI
Participa!

01 dezembro, 2012

Greve nos Feriados - Trabalhadores da EDP aderem com convicção.

Os trabalhadores da EDP afectos aos regimes especiais de trabalho (turnos e piquetes) na EDP aderiram hoje à Greve promovida pelo SIESI e FIEQUIMETAL
Esta greve visa levar a empresa a recuar no pagamento dos dias feriado e trabalho extra.
O pagamento do trabalho extra e feriado está regulamentado no Acordo Colectivo de trabalho mas, a EDP, numa atitude oportunista e com o objectivo de diminuir valor aos seus trabalhadores e aumentar lucros, reduziu este pagamento para menos de metade do valor consignado em ACT.
A Central Termoeléctrica de Sines e os piquetes e despachos da EDP distribuição são os sectores da EDP que mais sentem estas medidas da EDP e mais responderam ao pré aviso de Greve.
Mais de 80% dos trabalhadores visados estão em greve neste feriado.

22 novembro, 2012

Greve nos Feriados para toda a Indústria


Nota de imprensa
24 de Novembro, 8h00
 Complexo Industrial de Sines
Concentração
SECRETÁRIO-GERAL DA CGTP-IN COM OS TRABALHADORES DA EURORESINAS

EURORESINAS (GRUPO SONAE INDUSTRIA) SUBMETE-SE A POSIÇÕES POLITICAS DA APEQ E DA CIP PARA DIMINUIR OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

A Euroresinas, empresa que emprega cerca de 70 trabalhadores, no concelho de Sines, pretende retirar o direito a acrescimentos de pagamento de trabalho suplementar, bem como do trabalho normal prestado em dia de feriado, ou compensatório, aos seus trabalhadores.
Esta intransigência da empresa resulta de uma submissão às posições políticas da APEQ - Associação Portuguesa das Industrias Químicas e da CIP – Confederação das Industrias Portuguesas.
Os trabalhadores da empresa, desde o dia 1 de Agosto, data da entrada em vigor do código de trabalho, tem vindo a resistir e a combater este processo de intenções.
A Inspecção-geral do Trabalho, por intermédio de um dos seus inspectores, já disse à CGTP que: De acordo com o n.º 4 do artigo 7º da Lei 23/2012, de 25 de junho, que altera o Código do Trabalho (CT), encontram-se suspensas pelo prazo de dois anos as disposições de instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e das cláusulas de contratos de trabalho que dispõem sobre:
“al. a) Acréscimos de pagamento de trabalho suplementar superiores aos estabelecidos pelo Código do Trabalho;
al. b) Retribuição do trabalho normal prestado em dia feriado, ou descanso compensatório por essa mesma prestação, em empresa não obrigada a suspender o funcionamento nesse dia”.
No entanto, o pagamento do trabalho suplementar regulado nas alíneas a) e b) do n.º 1 artigo 268.º do CT e a retribuição e o descanso compensatório previstos no artigo 269º do CT, devem entender-se como valores mínimos, podendo ser praticados outros desde que superiores.
Nada parece impedir, que as empresas paguem valores superiores aos acréscimos actualmente previstos no n.º 1 do artigo 268.º do CT, ou que o descanso compensatório seja superior a metade do número de horas prestadas.
Perante isto os trabalhadores, aproveitando o pré-aviso de Greve da Fiequimetal ao trabalho para os turnos realizado em dia feriado, decidem realizar uma concentração, no próximo dia 24 de Novembro, às 8h00, no Complexo Industrial de Sines, que contará com a presença de Arménio Carlos, Secretário-geral da CGTP-IN.
No final desta concentração o SITE SUL e o Secretário-geral da CGTP-IN prestarão declarações à Comunicação Social, pelo que antecipadamente agradecemos a vossa presença.
Santo André, 22 de Novembro de 2012



13 novembro, 2012

A GREVE GERAL É UMA NECESSIDADE SOCIAL


No Dia da GREVE GERAL
Concentremo-nos em Luta.

A União Local de Sindicatos promove no dia da GREVE GERAL, concentrações de trabalhadores e população em Sines, Santiago do Cacém, Grândola e Alcácer do Sal.

Para além da adesão à GREVE que consideramos IMPRESCINDÍVEL e uma exigência nacional pela nossa soberania e cidadania, deveremos gritar bem alto nas várias concentrações que NÃO QUEREMOS ESTA POLÍTICA, NÃO QUEREMOS SER ETERNAMENTE POBRES e NÂO ACEITAMOS SER MAIS ROUBADOS.
Exigimos que a justiça, pilar fundamental da Democracia, cumpra o seu papel duma sociedade Democrática.
Exigimos o respeito pela contratação coletiva e Abominamos o Código do trabalho!

Concentrações:
Sines – Largo do Castelo – 11 Horas
Santiago do Cacém – Praça do Município – 15 H
Grândola – Largo Catarina Eufémia – 11 H
Alcácer do Sal – Largo P. Nunes – 11 H

A GREVE é também um protesto contra:

  • Tentativa de destruição da contratação coletiva que é o pilar da paz social e do desenvolvimento pelas Grandes empresas.
  • Aumento insuportável de impostos para quem vive do rendimento do seu trabalho.
A Luta continuará!
 Sines, 13 de Novembro de 2012


11 novembro, 2012

A TODOS OS TRABALHADORES DAS EMPRESAS DO COMPLEXO INDUSTRIAL DA ÁREA DE SINES


MANIFESTO

RAZÕES PARA UMA GRANDE GREVE GERAL 

Os trabalhadores a laborarem nas empresas do Complexo Industrial da área de Sines têm problemas comuns, estão a sofrer os mesmos ataques aos seus direitos, estão todos no mesmo barco e na mesma luta.

No quadro da ofensiva global que está a ser desencadeada contra as condições de trabalho para aumentar a exploração, quaisquer posicionamentos dos trabalhadores que tenham um sentido de auto-isolamento, constitui um erro estratégico de enormes consequências.

Enormes e graves consequências, porque atrasa a resolução dos seus próprios problemas mas, sobretudo, porque incentiva os decisores políticos e as administrações das empresas a prosseguirem com mais intensidade as medidas de empobrecimento e retrocesso laboral.  

Dividir para reinar sempre foi um objectivo dos mandantes.

Unir para fortalecer e vencer é a nossa arma.   


É URGENTE TRAVAR O ROUBO AOS TRABALHADORES
GREVE GERAL PARA DERROTAR O OE / 2013


·    Já fomos muito sacrificados com os cortes nos salários, subsídios e prestações sociais.

·    A proposta de Orçamento de Estado para 2013 aumenta brutalmente os impostos sobre os salários; corta fundo no subsídio de doença e noutras prestações sociais; ameaça desmantelar as funções sociais do Estado (Segurança Social, Saúde, Educação); aponta para o aumento generalizado dos preços, com maior incidência sobre os bens essenciais (transportes, energia, alimentação, etc.).


É PRECISO MANTER A CONTRATAÇÃO COLECTIVA
GREVE GERAL PARA DEFENDER OS DIREITOS LABORAIS


·       Não aceitamos o aumento do tempo de trabalho (à “borla”).

·      Não aceitamos a redução do valor/hora de trabalho da retribuição nem os cortes no pagamento do valor das horas extraordinárias e em dia feriado.

·      Exigimos que sejam aplicados s direitos consagrados na contratação colectiva.

A Greve Geral é um investimento de um dia, contra o aumento da exploração e para tentar impedir que nos roubam muitas dezenas de dias de salário.

TODOS JUNTOS, PORQUE ASSIM SOMOS MAIS FORTES!
Em 14 de Novembro – Todos na Greve Geral
As estruturas representativas dos trabalhadores:
EDP Sines, Petrogal/GALP, Repsol Polímeros, Euroresinas, REN Atlântico, 

10 novembro, 2012

U L T I M A H O R A - Muito Importante


AUTORIDADE PARA AS CONDIÇÕES DE TRABALHO DÁ RAZÃO AOS TRABALHADORES QUE ESTÃO EM LUTA CONTRA A REDUÇÃO DO VALOR PAGO PELA PRESTAÇÃO DE TRABALHO EXTRAORDINÁRIO E DO TRABALHO NORMAL PRESTADO EM DIA FERIADO


Perante a persistência de conflitos em várias empresas, cujas administrações têm invocado as alterações ao código do trabalho para justificarem a redução dos valores de pagamento do trabalho extraordinário e em dia feriado, a CGTP-IN pediu à ACT – Autoridade para as Condições de Trabalho que esclarecesse a situação, dado que é da competência desta entidade a fiscalização e controlo do cumprimento das normas em matéria laboral.
A resposta recebida do Presidente da ACT, senhor Inspector Geral, confirma que as empresas não estão impedidas de pagar valores superiores aos acréscimos previstos no código do trabalho, o que quer dizer que podem, e devem, não só manter os valores que estavam a ser praticados, como podem até aumentá-los ainda mais.
Este entendimento também se estende ao descanso compensatório devido aos trabalhadores (ver mais em anexo).
LUTAR VALE A PENA! Fazer a Greve Geral Em defesa dos direitos Para derrotar as medidas contidas no O.E. 2013
Clarificada que está a situação, devem efectuar-se de imediato as diligências necessárias junto das administrações das empresas que estão em conflito, a fim de que sejam repostos os direitos dos trabalhadores.
Nesta luta pela defesa dos direitos laborais, muitos trabalhadores têm estado em greve, desde 1 de Agosto, ao trabalho extraordinário e em dia feriado. Em muitas empresas também se realizaram greves ao trabalho normal, nalguns casos com muitos dias de greve e paralisação da actividade.
A CGTP-IN saúda todos os trabalhadores que estiveram nestas lutas, dando mais um exemplo de grande unidade, de determinação na defesa dos direitos e na afirmação do valor do trabalho digno, contra a exploração e o empobrecimento.
Que a luta vale sempre a pena está sobejamente demonstrado:
· Derrotámos a pretensão do Governo em aumentar o horário de trabalho em mais meia-hora (à borla);
· Derrotámos a pretensão do Governo em transferir parte dos salários dos trabalhadores directamente para os bolsos dos patrões, através da TSU;
· Derrotámos inúmeras tentativas do patronato para aniquilar direitos ou diminuir as condições de trabalho
Com o reforço da unidade e da luta a partir dos locais de trabalho, vamos também defender a contratação colectiva, combater o aumento brutal dos impostos sobre os rendimentos do trabalho e derrotar as demais medidas contra os trabalhadores e os pensionistas, contidas no Orçamento de Estado para 2013.

Todos na Greve Geral Contra a Exploração e o Empobrecimento
Pelos Salários – Emprego – Direitos – Serviços Públicos
Saudações Sindicais,
A Comissão Executiva
do Conselho Nacional




04 novembro, 2012

A Luta vai continuar até à reposição dos direitos

Refinaria da Petrogal...Nas outras empresas será a seguir.

22 outubro, 2012

PETROGAL e EDP em GREVE

Os trabalhadores destas duas grandes empresas lutam contra a intransigência destas administrações com intenções e praticas já, de retirada de direitos e salários.
São estes trabalhadores que construiram estas empresas que não aceitam que as administrações colocadas por nomeação política ponham e disponham a seu "belo prazer" e as transformem em sociedades financeiras.
Não pode valer tudo...


10 outubro, 2012

Marcha contra o desemprego - De Alcácer a Sines

Intervenção da Direcção da União Local de Sindicatos


Marcha contra o Desemprego
Nós também dizemos, pelo Emprego com direitos.

Amigos e camaradas,
Terminamos agora a grande jornada do dia pelo Litoral Alentejano. De Alcácer a Sines, com passagem por Grândola e Santiago, como na generalidade do País, verificamos que o emprego em Portugal está a tornar-se numa miragem.

De facto, sabemos e sentimos que, trabalho por esse país fora, há de facto e muito a fazer. Mas o trabalho com direitos, onde a pessoa humana seja dignificada está a tornar-se muito raro.

Mas isto não é novo camaradas. Agravou-se de forma significativa nos últimos dois anos.

Há anos atras, promovemos nesta cidade uma tribuna pública para alertar que o trabalho precário estava em crescendo, que as ETT estavam a florescer, que os salários iriam baixar, que o direito tinha tendência a desaparecer, e que a Justiça social estava em grande risco.

Verificamos que, INFELIZMENTE tínhamos toda a razão

Factos são isso mesmo. O trabalho que existe, salvo aquele que ainda está coberto por contratos coletivos de trabalho, podemos já considerar trabalho de escravo…

Para os mais sépticos que poderão pensar… É um exagero o que dizemos…
Pois bem… Que dizer do trabalho em que não há regulação salarial? Que dizer do trabalho onde não há horário previsto para a saída; Que dizer do trabalho onde para além do consignado na lei (8 horas diárias), está tendencialmente para não ser pago. Aliás, os bancos de horas estabelecem mesmo isso. Que dizer de muitas outras arbitrariedades? Isto não é trabalho de escravo?

É isto que temos neste Portugal triste e pelos vistos sem futuro.

Um país que não aposta no desenvolvimento dos seus recursos humanos é um país condenado ao seu desaparecimento.

Já em
“Setembro 1944 – Soeiro Pereira Gomes- Engrenagem" escrevia…

“Para os trabalhadores sem trabalho – rodas paradas de uma engrenagem caduca”

Isto quer dizer muito para o mundo laboral. De facto. Temos a nossa engrenagem caduca.

Podemos e devemos ainda lembrar que nos últimos dez anos pelo menos, os sucessivos governos , governaram sempre a favor do capital.

 Este e o anterior são exemplos claros do que dizemos.

Em 2003 “inventa-se” o código do trabalho, Objectivos: Estimular a economia, rejuvenescer as empresas e criar emprego.
Depois, veio outro governo que tinha prometido nas campanhas eleitorais alterar as normas mais gravosas do código do trabalho e fez a lei 7/2009 agravando as condições de trabalho para os trabalhadores.

Temos agora este governo que, com a “papinha” toda feita, deu a machadada final nos direitos e na regulação do trabalho.

Uma coisa é certa depois destas experiências governativas:

A Economia do  país e das empresas (salvo as financeiras) está como todos sabemos…
O desemprego caminha a passos largos para o milhão de portugueses sem trabalho.
A Segurança social caminha assim para a falência técnica e o país será a breve prazo, SE NÃO TOMARMOS MEDIDAS SÉRIAS, um dos países mais pobres do mundo, apesar de, Segundo dizem por aí, pertencermos ao clube dos ricos – Empregados dos ricos, talvez…

Estamos aqui para dizer que não aceitamos a escravatura, a indignidade, a precariedade, a insegurança, o baixo salário e o não salário enfim, a miséria.

Trabalhamos e temos direito a uma vida digna e não aceitamos que, a propósito duma dívida que DIGA-SE: NÃO É NOSSA…
 Se ponha em causa a nossa vida do presente “já”, e também em especial,  dos nossos filhos e netos.

Exigimos Apenas uma coisa Simples:

Que a Justiça Portuguesa cumpra o seu papel de órgão de soberania.

Cremos que, se a justiça funcionar corretamente, os responsáveis pelo estado geral do País serão julgados e responsabilizados e, os trabalhadores e demais cidadãos deste país, terão a luz ao fundo do túnel no caminho do progresso e do desenvolvimento.

A Greve Geral já anunciada para o dia 14 de Novembro próximo, e outras lutas já em progresso, será mais um passo importante para a queda deste governo, para a derrota desta política de submissão e para o início da reviravolta que pretendemos no caminho do desenvolvimento e do emprego.

A Luta Continua.
Viva A GREVE GERAL
Viva a CGTP

Sines, 10 de Outubro de 2012



09 outubro, 2012

GREVE na Central Termoeléctrica de Sines



Os trabalhadores deste local de trabalho estão num processo de luta porque a EDP, sem qualquer necessidade adoptou as medidas do código do trabalho que lhes reduz a retribuição e o descanso. Lutam também e principalmente contra a tentativa de retirada de direitos consignados no ACT.
Para reverter esta situação foi emitido o pre aviso de greve anexo.
A unidade em torno do objectivo comum é hoje uma imposição.



28 janeiro, 2012

26 outubro, 2011

Tribuna Pública em Santiago do cacém

Contra o Empobrecimento do País e dos Portugueses
Pelo funcionamento da Justiça




04 outubro, 2011

Discriminação laboral no complexo de Sines

Tem chegado ao nosso conhecimento, normalmente por via electrónica anónima, mas também por informações mais ou menos credíveis, sem contudo identificar os locais, de práticas de discriminação entre trabalhadores Portugueses e Espanhóis nas Obras em curso no Complexo de Sines.

Sendo práticas proibidas até constitucionalmente, passíveis da Intervenção Judicial e até da Autoridade para as Condições de Trabalho, só poderão ser intervencionadas com o conhecimento dos locais, e algumas provas.
Assim, exortamos todos quantos se sintam discriminados, o contacto com esta União de Sindicatos, onde duma forma que não ponha em causa ninguém, se possa começar a trabalhar para acabar com esta forma de segregação.
Os emails anónimos valem de muito pouco, se não contiverem a identificação das empresas e obra que praticam tais actos, e também os trabalhadores vitimados.